Capitulo 1


O começo.

John Flinsh era um garoto normal e sem ambições para a idade, 22 anos e morando com a mãe Meredith, uma senhora de meia idade batalhadora que trabalha como enfermeira para sustentar a casa junto com o filho.
John trabalha em um mercadinho da cidade como repositor de estoque, trabalho que lhe rende pouco mais de um salario minimo e uma jornada de trabalho com escalas.
Graças a essas folgas em dias pouco habituais ele pode estar sempre na rua com seu melhor amigo Eric.
Eric Synn é o menino rico e melhor amigo de John, Eric é filho de um rico fazendeiro, graças a isso vive uma vida abastada diferente da de John, mas mesmo com essa diferença de mundos, se tornaram os melhores e inseparáveis amigos.
Os amigos tinham uma mania pouco habitual para a cidadezinha, se reunião a noite com um grupo de amigos que assim como eles eram considerados os nerds da cidade para um jogo estranho de tabuleiros chamado RPG (jogo de interpretação de personagens), passavam horas jogando e  fantasiando em mundos imaginários, talvez por conta de toda essa imaginação os fatos que seguiram na vida de John fizeram com que ele seguisse em frente sem exitar.
Era noite de sexta e o jogo havia acabado a pouco, os amigos se despediam e o pai de Eric havia ido buscá-lo na casa de um dos amigos onde se reuniram para jogar, a noite estava fresca e a lua brilhava forte no céu, e talvez por isso John tenha decidido dizer não a Carona de Eric e caminhar até sua casa que ficava a pouco mais de 4 quadras dali.
O caminho para a casa de John era sempre tranquilo afinal ele morava em uma cidade de médio porte e sem altos índices de criminalidade, John caminhava ainda pensando na partida que acabara de ter com seus amigos, e nas próximas jogadas e evolução de seu personagem, de repente ele ouve ao longe um estrondo, e algo que pela distancia lhe parecia como uma voz de mulher que pedia por ajuda, normalmente John correria para pedir ajuda a alguém, mas pela euforia do jogo que havia acabado e imaginando como deveria ser tratado como um herói, o pesamento o fez correr em direção aos gritos.
Ao chegar próximo a pracinha viu que os gritos adentravam a mata e então se esgueirou por entre os arbustos para tentar avaliar a situação como fazia sempre em seu jogo, ao se aproximar viu algo q fez seu sangue gelar, 2 figuras que ao mesmo tempo pareciam uma mescla de humanoides e maquinas com cerca de 2 metros de altura seguravam um pequeno robô que mais parecia uma mochila de alta tecnologia, a cena de ficção cientifica o fez dar um passo para trás em choque e balançar os arbustos aos quais anteriormente teve tanto cuidado para não deixar que fizessem barulho.
Uma das maquinas humanoides olhou em sua direção como se o encarasse, mas a escuridão o protegia de ser visto era oque pensava, imóvel ele prendeu a respiração tentando não ser notado, mas então um clarão saído dos olhos da criatura iluminou o local entre as arvores revelando sua localização, ele deu um salto assustado e pensou em correr mas paralisado pelo medo e ao mesmo tempo pela voz que saia da pequena maquina que era segurada pelo robô e pedia socorro tomou outra decisão, em um impulso correu para cima da pequena maquina pensando em arrancá-la das mãos do agressor e correr, ele sabia que não teria chance contra aqueles gigantes de aço em uma luta, em um movimento rápido ele agarrou a pequena mochila que gritava por ajuda mas antes q pudesse correr foi atingido nas costas por algo como uma espada de metal q se alongava do braço da criatura, a pancada fez com ele rolasse morro a baixo agarrado a mochila e caísse em um pequeno rio que se estendia até os limites da cidade
Quase um dia se passou sem que sua mãe ou Eric tivessem noticias de john, e como ele não costumava sumir sem avisar todos estavam preocupados e sua mãe já havia ido a policia mas nada poderia ser feito até que dessem 24 horas de seu desaparecimento, nada sobre o incidente em meio a mata havia saído nos jornais, afinal o único lá era John então ninguém tinha ideia do ocorrido.
John acordou ensanguentado as margens do rio, a correnteza o havia levado quilômetros a dentro na mata, não se afogara graças a flutuação do pequeno robozinho que havia retribuído o favor do salvamento heroico.
Ambos estavam feridos, John perdera muito sangue e o pequeno robô havia sido muito danificado em sua batalha para fugir, o Robô com voz feminina contou a John sua historia e que se chama Pryce, era uma viajante de um planeta distante, disse a John que era a ultima de sua especie e que os carniçais como eram chamados as maquinas destruidoras, haviam dizimado seu povo, eles a queriam com vida para estudar sua fisiologia pois ela era unica mesmo entre os seus, Pryce agradeceu a John pela ajuda para que ao menos pudesse descansar em paz longe daqueles que a perseguiram, ela sabia que não sobreviveria por mais um dia pois a luta até a chegar na terra tinha sido árdua e ela estava muito ferida, Pryce pediu a John que confiasse nela pois como agradecimento por sua bravura, ela iria usar suas ultimas forças para cura-lo.
"Não há motivos para nós dois morrermos aqui hoje meu jovem"- ela disse, ao ouvir as palavras de Pryce John sequer teve tempo para responder, sentiu o mundo ficar gelado e girar ao seu redor e desmaiou pela hipotermia do tempo exposto a água gelada e a perda de sangue, Pryce se arrastou até John e como uma mochila se colocou em suas costas sobre o corte feito pelo carniçal, uma luz começou a irradiar de Pryce e lentamente tanto ela quanto o corte nas costas de John desapareceram. 


   

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